Rômulo Ávila

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Missão mais 35 pontos no Brasileirão

09/08/2019 às 06:40

Vinnicius Silva/Cruzeiro

Ouço de vários colegas cruzeirenses, já há algum tempo, que o clube deveria abrir mão da Copa do Brasil para concentrar todos esforços na recuperação do Campeonato Brasileiro. Achava um exagero, mas passei a concordar depois que analisei o histórico de rebaixamento do Brasileirão e o desempenho do time. A situação do Cruzeiro ainda não é grave, mas ficará se nada for feito de imediato.

O alerta mais preocupante veio de uma mensagem enviada pelo meu colega de trabalho Gabriel Rezende: “Com a campanha de hoje, se seguir com esse desempenho de média, o Cruzeiro, com 25% de aproveitamento, faz 29 pontos ao final do Campeonato Brasileiro”. 

Ou seja, a recuperação do Cruzeiro tem que começar já na próxima rodada, contra o lanterna Avaí, fora de casa. Aliás, Cruzeiro e Avaí têm o pior desempenho entre as 20 equipes que disputam o Brasileirão, considerando as últimas 10 rodadas da competição nacional.

A saída do técnico Mano Menezes pode ter sido o primeiro passo. Apesar de considerá-lo top 10 no Brasil, reconheço que ele não tinha mais condição de tirar algo novo do elenco, que agora terá a responsabilidade de iniciar a virada.

No histórico do Brasileirão com 20 clubes, iniciado em 2006, nunca o 16º colocado, última posição antes da degola, fez menos de 40 pontos. Ou seja, para não passar aperto no final, o Cruzeiro, atualmente com 10 pontos, precisa somar mais 35 ou 36.

Sendo otimista e considerando o nível fraco de várias equipes que brigam contra o Z4 nesta edição, acho que há possibilidade de um time escapar com 42 ou 43 pontos. Mesmo nesse cenário, a Raposa teria de somar 32, 33 pontos. São pelo menos 10 vitórias e alguns empates nas 25 rodadas restantes. Levando em conta apenas os números, pode não parecer muito. No entanto, o problema é justamente a crise técnica e administrativa que o clube atravessa.

O time está depressivo, totalmente sem confiança e não dá sinais de que conseguirá reagir. Assim, as rodadas passam, o número de pontos em disputa diminui e a pressão só aumenta. É uma bola de neve. 

É por isso que mudei de opinião e passei a concordar com colegas cruzeirenses, como Alexandre Botinha (editor do Jornal da Itatiaia) e Carlos Tito (lá de Montes Claros). Se a recuperação não for iniciada já nas próximas rodadas, o melhor é esquecer o duelo de volta da Copa do Brasil contra o Inter (marcado para setembro) e dedicar 100% na missão de livrar o clube do rebaixamento. Afinal, como bem disse a melhor jogadora de futebol do mundo, às vezes “é preciso chorar no começo para rir no fim”. Fazendo uma analogia com a situação da Raposa, é melhor sair da Copa do Brasil e se manter na elite. 

Histórico de pontos do rebaixamento a partir de 2006

2006
Palmeiras: 16º com 44 pontos
17º rebaixado: Ponte Preta, 39 pontos

2007
Goiás: 16º com 45 pontos
17º  rebaixado: Corinthians, 44 pontos

2008
Náutico: 16º com 45 pontos
17º rebaixado: Figueirense, 44 pontos

2009
Fluminense: 16º com 46 pontos
17º rebaixado: Coritiba, 45 pontos

2010
Atlético (GO): 16º com 42 pontos
17º rebaixado: Vitória, 42 pontos

2011
Cruzeiro: 16º com 43 pontos
17º rebaixado: Athlético-PR,  41 pontos

2012
Portuguesa: 16º com 45 pontos
17º rebaixado: Sport, 41 pontos

2013
Flamengo: 16º com 45 pontos
17º rebaixado: Portuguesa, 44 pontos

2014
Palmeiras: 16º com 40 pontos
17º rebaixado: Vitória, 39 pontos

2015
Figueirense: 16º com 43 pontos
17º rebaixado: Avaí , 42 pontos

2016
Vitória: 16º com 45 pontos
17º rebaixado: Internacional, 43 pontos

2017
Vitória: 16º com 43 pontos
17º rebaixado: Coritiba, 43 pontos

2018
Vasco: 16º com 43 pontos
17º rebaixado: Sport, 42 pontos

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