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Os vários tipos de futebol

25/08/2020 às 12:16

Amigos, o futebol é um esporte que pode ser desmembrado em vários esportes se pensarmos em seu modo de atuação em cada lugar. Na Europa, por exemplo, a qualidade técnica é tão alta que, se vermos um jogo de lá e depois um brasileiro, dá até ‘calo no olho’. Por aqui também temos a nossa diferença: Série A, Série B, estaduais… 

Os estaduais, por serem no início da temporada e com times muito desnivelados, a qualidade técnica, tática ou qualquer tipo de qualidade é baixa. São campeonatos de testes para os grandes clubes, enquanto, para outros, é o único campeonato do ano. Uns levam como ‘tudo’, outros levam como ‘nada’ e dificilmente isso faz diferença no fim das contas, no levantar das taças. 

As Séries A e B, por sua vez, representam as duas principais competições de pontos corridos do país, com as equipes melhores ranqueadas na Confederação Brasileira do Futebol. UAU. Ainda assim, são campeonatos totalmente à parte, com suas peculiaridades e modos de jogar. 

Enquanto na Europa uma saída de bola do goleiro é tocando para o zagueiro que está ali ao seu lado, para iniciar uma jogada com os pés e da defesa para o ataque; aqui na nossa Série A o goleiro já mete o chutão para frente e espera que seu atacante faça um bom pivô para sobrar com a bola. E, na Série B, o goleiro chuta pra fora como numa devolução ao adversário e corre para o gol sabendo da possibilidade de um contra-ataque. 

Tá bem. Exagerei um pouco. Mas muito disso é real e, no mínimo, esperado para os jogos das respectivas competições. E se é esperado, porque os times têm tanta dificuldade de entender o que os esperam e o que devem fazer em campo? Isso faz parte da análise do adversário e das etapas a serem cumpridas para alcançar o objetivo. 

Dito isso, Atlético e Cruzeiro estão no caminho certo em suas respectivas séries? 

Já se foram cinco rodadas da Série A, e o Atlético venceu três e perdeu duas. Ganhou com um gol contra, uma virada após tomar dois gols e um embalo pós-pênalti. Será que é isso mesmo que a elite do brasileiro espera de um dos times, ditos, favorito? O Galo precisa jogar pra cima, colocar a bola no chão, acalmar seu setor ofensivo e, o principal, colocar a bola para dentro. Não dá para contar com uma falha do adversário ou um segundo tempo impecável para consertar a primeira etapa ruim. As derrotas mostraram isso. 

O Cruzeiro, por sua vez, que nunca jogou a Segundona, venceu três, perdeu uma, empatou outra. Ganhou jogando feio, perdeu e empatou jogando nada. E as vitórias vieram justamente pela consciência de que a competição não pede plasticidade e, sim, bola na rede, mesmo que depois de um bolinho de atletas em pé e deitados na entrada da área. 

E o que Atlético e Cruzeiro têm em comum, além de um início empolgante e, com o mesmo rompante, decaído? A falta de EFETIVIDADE. Seja na Europa, na milionária China, nos inofensivos EUA ou no veterano Brasil, a bola pode girar por 90 minutos de uma área a outra, mas só fará diferença se, em algum momento, entrar no gol. 

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