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O novo futebol

24/08/2020 às 11:52


Oito das maiores equipes do futebol europeu estiveram em Lisboa na luta pelo título sonhado da Liga dos Campeões. Nós brasileiros e o mundo acompanhamos um desfile de grandes craques que iluminam hoje um futebol de alta qualidade.
Jogadores de origens diferentes, de raças, de idiomas diferentes se entendem otimamente numa miscigenação de causar inveja.

O título pelo conjunto da obra ficou em boas mãos com os alemães e a Liga dos Campeões deixa pra nós brasileiros, apaixonados pela bola, algumas lições e reflexões importantes.

Aqui, vamos reconhecer, o nível técnico não anda bom já há algum tempo. Jogadores importantes deixam o país e passamos repatriar craques na curva descendente de final da carreira. A dívida aumenta e o lado técnico não ganha quase nada com isso.

Quando se vê uma partida do Campeonato Brasileiro, mesmo estando em campo equipes de ponta, parece um novo esporte.

Os jogadores discutem e reclamam até de arremessos manuais. Qualquer falta para ser cobrada dura uma eternidade. A formação da barreira, se ela for perto da área, é irritante. Jogador sofre uma falta, mesmo se for um simples esbarrão, rola no chão, como diria Nelson Rodrigues, dando gemidos de cachorro atropelado.

Os atletas não respeitam os juízes e os técnicos usam espaços destinados a eles para ofender o juiz e os auxiliares de linha o tempo todo. A cobrança de um escanteio é um empurra-empurra de dar dó.

Precisamos mudar, urgente, pra ontem, na obrigação de diminuir a distância que hoje nos separa dos europeus.

A final da Liga dos Campeões mostrou um Neymar apagado depois de ser “eleito” por boa parte da imprensa “o melhor do mundo”. Puro ufanismo exagerado.

A tática, o espírito de luta, o jogo limpo, a bola correndo solta, pouquíssimas faltas, gramados impecáveis. Dá inveja.

Não é só o dinheiro ou a falta dele, que nos coloca hoje em posição inferior.

Não perdemos a paixão pelo futebol que está viva nos 4 cantos do Brasil.

O que precisamos sonhar é com um novo futebol. A juventude hoje está amando os grandes clubes europeus. E aí a concorrência fica desleal. 

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