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Criminosos no Mineirão: mais prejuízos ao Cruzeiro dentro e fora de campo

Guerra entre torcedores pode fazer o time celeste perder mandos de campo na Série B

09/12/2019 às 01:31
Criminosos no Mineirão: mais prejuízos ao Cruzeiro dentro e fora de campo

O domingo passado (8) marcará para sempre a história do Cruzeiro e do futebol mineiro como a data da queda do clube.

O rebaixamento foi fruto de um conjunto de fatores que vão desde problemas políticos internos, passando por questões jurídicas, e descambando com o desempenho técnico em campo.

Anos ruins e rebaixamentos podem acontecer com qualquer equipe, por maior que seja. No Brasil, dos chamados grandes, apenas São Paulo, Santos e Flamengo não jogaram a Série B. Em âmbito internacional, o River Plate, da Argentina, a Juventus e o Milan, da Itália, o Arsenal e o Liverpool, da Inglaterra, e o Bayer de Munique, da Alemanha, são exemplos de gigantes mundiais que frequentaram a segunda divisão de seus países.

Pior do que ser rebaixado é a torcida não aceitar que este é o momento em que clube mais precisa dela. Por pior que possa ter sido a gestão ou os jogadores, ninguém caiu porque quis.

Na partida contra o Palmeiras, que sacramentou o rebaixamento, a parte da torcida escreveu uma das páginas mais vergonhosas da história do futebol mineiro. Semelhante ao que fizeram torcedores do Coritiba em 2009, cruzeirenses transformaram o Mineirão em um campo de guerra. A violência foi tamanha que o jogo teve que ser encerrado antes do fim, atendendo recomendação da Polícia Militar.

A tendência é que o Cruzeiro tenha que jogar boa parte da segunda divisão fora de seus domínios.

Em 2009, a Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pediu perda de mando de 30 duelos para o Coritiba. A primeira instância condenou em 20, e o Pleno, em dez.

No caso do Cruzeiro, além dos atos mais graves de violência, há o fato de o STJD ter recomendado o jogo sem torcida, já que, com receio da violência, o clube celeste havia pedido a presença apenas de cruzeirenses.

Há a tendência de que o clube mineiro perda mais de dez mandos de campo.

Levando-se em consideração que a equipe celeste jogaria 19 partidas em casa na Série B, é possível que dispute menos de dez jogos diante de seus torcedores.

Eventual condenação trará enorme perda de arrecadação, além do prejuízo desportivo. Pior do que cair pela primeira vez, seria ser o primeiro grande a não subir no primeiro ano.

Além de todas essas questões, nos termos do Estatuto do Torcedor, a Raposa é a responsável por todos os danos causados ao Gigante da Pampulha e aos torcedores que lá estiveram. Ou seja, mais prejuízo ao clube.

A queda do Cruzeiro significará uma diminuição drástica de receitas, já que receberá cotas de televisão da Série B.

Por mais triste que o momento possa ser para a grande torcida cruzeirense, não é o momento de atacar o clube. O amor pelas cores e pela camisa tem que ser maior do que a revolta com as pessoas que levaram o Cruzeiro a essa situação. O momento não é de cancelar Pay-per-view ou sócio-torcedor, mas de adquirir mais pacotes e se associar ao clube, a fim de trazer receitas e viabilizar a montagem de uma boa equipe.

A grandeza de uma instituição não se mede em números ou em conquistas, mas nas posturas e atitudes nas adversidades, e o momento é de a torcida cruzeirense mostrar sua grandeza e evitar uma mancha maior na história celeste.

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