Rômulo Ávila

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Onde estão os craques brasileiros?

03/04/2020 às 10:37

Pixabay
 

Ídolos? Exemplos a serem seguidos? Inspiração para as próximas gerações?  Onde estão os craques brasileiros que ganham fortunas em tempos de pandemia do novo coronavírus? Qual contribuição eles deram para amenizar o sofrimento do povo que tanto os idolatra?  Com mais de um mês da doença no país e centenas de mortos, vi somente a doação de cestas básicas e de material de limpeza de Vinicius Jr para ajudar famílias das comunidades de São Gonçalo, sua cidade natal, no Rio de Janeiro. Minha colega Erika Oliveira me informou que o armador Coutinho também doou 20 toneladas de alimentos e produtos de higiene para as comunidades da Barreira do Vasco e da Mangueira.

O exemplo, mais uma vez, vem do exterior. Na Alemanha, o elenco do Borussia Mönchengladbach abriu mão de seus salários para que outros funcionários não fossem prejudicados.

Capitão do Real Madrid, Sergio Ramos doou 264 mil máscaras, mil equipamentos de proteção e 15 mil testes destinados a detectar a Covid-19. O próprio clube merengue fez uma grande doação de suprimentos médicos para hospitais de Madri.

Também na Espanha, os elencos do Atlético de Madrid e do Barcelona fizeram acordos para reduzir 70% dos salários durante o período que o futebol ficar parado pela pandemia.

No Brasil, até agora, a única medida nesse sentido partiu de alguns clubes que anunciaram redução de 25% nos salários dos jogadores, com base em uma medida provisória do governo federal. E tenho certeza que muitos atletas vão acionar a Justiça para manter a integralidade dos salários.

De positivo, a manifestação do técnico Jorge Sampaoli ao saber da redução. "Em um mundo de desigualdades, acredito que todos os privilegiados devem ajudar quem mais precisa. Espero que possamos sair desta pandemia transformados para melhor. É essencial cuidar de nós mesmos, de forma conjunta. Um grande abraço”, escreveu o comandante, que é argentino.

Nesse sentindo, acho, de maneira geral, os jogadores de ponta do Brasil egoístas. Olhem para o Neymar, que curte a quarentena jogando futevôlei e bebendo em sua mansão no Rio de Janeiro. Nada contra. Mas ele e outros craques do Brasil não podiam, por exemplo, doar respiradores para os hospitais do Brasil?  

Em tempo: Neymar doou R$ 5 milhões para o combate da Covid-19 no Brasil. Que ele sirva de exemplo para outros jogadores brasileiros. Antes tarde do que nunca.

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