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‘Eu não sou herói de assumir o que não é meu’, diz Kalil sobre soterramento no Barreiro

Por Redação, 25/01/2020 às 14:53
atualizado em: 25/01/2020 às 20:49

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Foto: Rodrigo Clemente/ PBH
 Rodrigo Clemente/ PBH

Para o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), o momento não é de "apontar o dedo na hora de ninguém", mas, sim, de alertar a população sobre os riscos de permanecer em áreas de risco. A cidade está em alerta geológico devido às chuvas que atingem o estado mineiro nos últimos dias. 

O posicionamento foi dado por Kalil na manhã deste sábado, durante visita à Vila Bernadete, região do Barreiro, onde sete pessoas foram soterradas (dois corpos já foram encontrados). No local, ele classificou a tragédia como “desastre natural” e pediu desculpa aos moradores, mas afirmou que não "carrega nas costas" o que não é de responsabilidade dele. 

“O que eu posso falar para a população é que ainda não acabou. Ainda temos problemas. Eu tenho por hábito assumir o que é meu. E não sou herói de assumir o que não é. O que aconteceu aqui foi um desastre natural. Estamos falando da maior chuva da história de Belo horizonte”. 

Leia também: Chuvas históricas: Defesa Civil de Minas confirma 14 mortes na Grande BH; 16 desaparecidos

Kalil também respondeu ao questionamento de moradores da Vila Bernadete quanto a uma possível omissão da prefeitura, que, segundo os populares, teria sido acionada desde a madrugada de sexta-feira (24) para averiguar problemas no bairro. 

"Não pode é falar que não atendeu. Nós não podemos entrar na casa de ninguém. Vai acontecer. Se a pessoa ver que trincou, desbarrancou, ela tem que sair de casa. O que a Defesa Civil iria fazer aqui é o que a pessoa tem que fazer. Cuidar cada um da sua casa. Eu posso fechar a rua, colocar BHTrans, não deixar carro em enchente, isso aí eu posso fazer, mas as pessoas têm que ter consciência", diz.

Além disso, ele admitiu que houve um problema na empresa de telefonia responsável pelo serviço de atendimento da Defesa Civil. “Houve esse problema. Agora vamos ter a consciência do seguinte: o que aconteceu em Belo Horizonte, nem se colocasse toda a Defesa Civil de Minas gerais ia dar jeito”.

Vila Bernadete 

Entre seis e nove casas foram soterradas sendo que sete pessoas estavam dentro desses imóveis, duas famílias. Duas mortes já foram confirmadas pelo Corpo de Bombeiros.

A Defesa Civil trabalha no isolamento das ruas e também na análise do terreno no entorno desse barranco. Não há segurança, uma vez que o terreno ainda corre risco de deslizar.

O aglomerado fica nas proximidades do Anel Rodoviário, antes do cruzamento da rodovia com a Avenida Waldir Soeiro Emrich, conhecida como Via do Minério.

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