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Hospital veterinário acolhe animais feridos e desabrigados após temporais na Grande BH

Por Redação, 24/01/2020 às 18:49
atualizado em: 27/01/2020 às 11:56

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Foto: Gabriel Rezende/ Itatiaia
Gabriel Rezende/ Itatiaia
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As fortes chuvas que atingem Belo Horizonte e a Região Metropolitana de Belo Horizonte também ameaçam os animais, que podem ficar desabrigados e feridos, sem o devido cuidado. Um dos casos mais críticos ocorreu no domingo (19), quando um temporal devastou a avenida Tereza Cristina, principalmente entre os bairros Betânia e Tereza Cristina, na região Oeste da capital mineira, e a Vila Barraginha, em Contagem. 

Moradores dessas localidades perderam as próprias casas e dezenas de animais que habitavam essas regiões morreram. Outros ficaram feridos. Diante disso, o Hospital Veterinário UniBH abriu as portas para receber os que precisavam de cuidados. Essa não é a primeira vez que a clínica presta esse tipo de serviço, também foram atendidos os animais que sofreram com a tragédia de Brumadinho. Ouça a reportagem acima!

De acordo com a médica veterinária Rafaela Cerqueira, o hospital recebeu 12 cães, 11 gatos e um peixe, que foram atingidos pelas chuvas do último domingo. “Resgatados, esses animais foram acolhidos aqui e a gente oferece abrigo e todo o tratamento necessário até que o animal se recupere e possa voltar para ao lar”. 

Contudo, em alguma situações, é possível que o tutor não possa receber o animal novamente. Isso porque ele pode ser realocado ou ser obrigado a mudar de casa, ficando em um local que não seja adequado para os animais. Rafaela explica que, nesse caso, a Defesa Civil pode ser acionada, e os animais serão conduzidos à adoção. 

Doações

Os animais foram encaminhados à clínica pelo Grupo de Apoio de Resgate de Animais em Desastres (Grad). Doações podem ser feitas para auxiliar nos cuidados. São aceitos itens básicos, como areia para gato, alimentos para cães e gatos, medicamentos para pulgas e carrapatos. O Hospital Veterinário UniBH está localizado na rua Líbero Leone, nº 259, bairro Buritis, Região Oeste de Belo Horizonte.

Identificação e animais acorrentados 

Uma dica que a veterinária dá é de que os tutores, principalmente os que moram em áreas de risco, coloquem placas de identificação nos animais. Isso facilita a identificação em situações de resgate. 

Além disso, ela faz um apelo: não acorrentem animais, já que, em caso enchentes, inundações e alagamentos, eles ficam sem chance de tentar lutar pela própria sobrevivência. “A nossa recomendação é que os animais estejam próximos aos tutores, e que eles procurem um local seguro junto aos animais”.

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