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Prosa Poética, no programa Tarde Ponto Com, por Mary Arantes: 'Setembro Amarelo'

Por Mary Arantes, 24/09/2020 às 16:00
atualizado em: 28/09/2020 às 15:44

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Foto: Arquivo Pessoal
Arquivo Pessoal
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“Em setembro deveriam ser decretadas férias coletivas dos garis. Os ipês mancham as ruas de amarelo e forram o chão feito tapete vivo. Dói-me ver flores varridas:”. Escrevi esse parágrafo no meu livro, “As Preciosas Coisas Banais”, pra reverenciar setembro, mês para mim, o mais belo do ano.

Mês em que nossas ruas ficam coroadas de amarelo e enchem nossos dias de alegria e esperança. Palavras tão escassas nesses tempos sombrios. Setembro é também o mês no nosso país, em que começa a primavera. Mas setembro nem sempre está associado à alegria...

Desde 2003, que em vários países do mundo, 10 de setembro se comemora o dia mundial de prevenção do suicídio. O nome e a cor foram adotados pela Organização Mundial de Saúde, inspirados na triste história de um jovem estadunidense.

Tudo começou em 1994, quando Mike Emme, de quase 18 anos, suicidou dentro de seu carro, um Mustang Amarelo. Seus pais não se conformavam em não notar que Mike não estava bem e, em seu funeral, distribuíram cartões com fitas amarelas, uma mensagem: “Se precisar, peça ajuda” e um telefone, pois é sabido que o risco da pessoa se matar é menor quando ela aceita ajuda.

Assim nasceu a campanha Yellow Ribbon, fita amarela em português, para conscientização e prevenção ao suicídio. No Brasil, a campanha, Setembro Amarelo, começou em 2015. A ideia é promover eventos que abram espaço para debates sobre suicídio, uma prática normalmente motivada pela depressão e divulgar o tema alertando a população sobre a importância de sua discussão.

Falar sobre este tema é, na verdade, abordar uma série de questões. Em especial, com relação à saúde mental, mas ainda é um tabu em alguns cenários.

Célia Fiuza, psicóloga, em seu instagram nos alerta, “depressão não é só em setembro, é o ano todo” e os principais sintomas são: choro frequente, irritabilidade, distúrbio de sono, tristeza profunda, apatia, pensamentos negativos, desinteresse, baixa auto estima, desleixo com a aparência, dores físicas, rejeição, falta de vontade de fazer atividades simples, mudanças bruscas de comportamento. Se você está assim ou conhece alguém que está assim, peça ajuda.

Cerca de 800 mil pessoas acabam com suas vidas todos os anos no mundo, o que equivale a uma morte a cada 40 segundos. Durante a pandemia, algumas cidades do Brasil já registraram índices maiores de autoextermínio, nos mostrando o impacto do isolamento e do coronavírus na saúde mental da população.

Fiz um curso de relações interpessoais onde aprendi que não devemos dar ajuda a quem não nos pede e que a única exceção é pra quem está com depressão. É preciso não desmerecer o sofrimento alheio. 

Se precisar, peça ajuda para o Centro de Valorização a Vida. Ligue 188.

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