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Prosa Poética, no programa Tarde Ponto Com, por Mary Arantes: 'Nem rosa, nem azul'

Por Mary Arantes, 16/01/2020 às 18:45
atualizado em: 16/01/2020 às 19:02

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A cada dia, acordo tentando ser uma pessoa melhor. O que mais faço é prestar atenção nas atitudes dos outros, repito o que considero bom e tento não repetir o inadequado. Aprendo muito com pessoas chatas, desonestas e mentirosas, aprendo com elas a não ser como elas. Vivo de orelha em pé, capturando os sinais do mundo, alerta aos novos tempos, comportamentos e mudanças. Acho que é por isso que leio tanto, livros abrem portas para mundos inesperados. 

Tenho lido muitos textos sobre mães que acabaram de ter filhos. Esse assunto, ser mãe, antigamente era coisa sagrada, e ai da mulher que ousasse falar das suas dores, era quase como renegar a maternidade. Hoje, o que temos visto é que essa mãe precisa, assim como o bebê, de colo, precisa ser vista, nesse momento de cansaço, noites sem dormir e mudanças, corporal, afetiva e sexual, tão intensas. Carolina Fenatti, em sua pagina no Facebook, aborda o tema em textos muito interessantes. Um livro, que não li, mas cujo título me chamou atenção, foi o da Thaisy Fernandes, o título é A mãe que me pari, um livro de cartas pras filhas, com toda profundidade de sentimentos que envolvem a maternidade.

Piscou pra mim numa livraria, um pequeno-grande livro, pequeno no formato, que se chama “Para educar crianças feministas”, da autora nigeriana Chimamanda Adichie. Achei o título no mínimo interessante. Sei que questões de sexualidade e gênero são assuntos delicados, mas preciso aprender sobre esses novos códigos e condutas, afinal, pretendo ser avó, e preciso saber como lidar com isso, mesmo que por enquanto, seja avó de um cachorro. 

Tenho percebido que os pais mais jovens, têm atitudes inovadoras na criação dos filhos, não estou aqui pra julgar e nem dizer se estão certos ou errados, apenas salientar que essas mudanças estão acontecendo. A liberdade de escolha, têm sido dadas aos filhos, como por exemplo, menino usar esmalte, deixar o cabelo crescer como o das meninas. E afinal, que mal há nisso? Qual guia de pais temos seguido e onde está escrito que menina usa rosa e menino azul?!

Temos a opção de mudar, seguir o rumo dos ventos ou ser revolucionário, ir contra o vento, aprendendo com cada coisa que vier, sempre de coração aberto.

Nara Montezano, tem dois filhos pequenos, me disse que na escolinha eles já aprendem a defender seus corpos, sabem que apenas papai, mamãe e vovó, podem tocar neles, numa nítida referência à pedofilia. Se no meu tempo, nem falar de menstruação era permitido, imagina o quanto tenho a aprender?!

Comprei o livro-manifesto com a intensão de ler e presenteá-lo à uma jovem mãe. 

Nara querida, esse livro será seu, pra te orientar na criação de Antônia e Bento!

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