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Universidades brasileiras vão pesquisar práticas sexuais durante pandemia de covid-19

Os pesquisadores de Universidade de Minas Gerais, Brasilia, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul querem entender o que mudou com as pessoas confinadas em casa

Por João Felipe Lolli, 09/08/2020 às 10:28
atualizado em: 09/08/2020 às 10:28

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RESUMO

  • Universidades brasileiras vão pesquisar práticas sexuais durante pandemia de covid-19 
  • Os pesquisadores de Universidade de Minas Gerais, Brasilia, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul querem entender o que mudou com as pessoas confinadas em casa
  • A expectativa é que a pesquisa seja concluída até o mês de dezembro


Cinco universidades do país querem pesquisar as possíveis mudanças de hábitos dos brasileiros em relação ao sexo durante a pandemia do novo coronavírus. Os pesquisadores de Universidade de Minas Gerais, Brasilia, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul querem entender o que mudou na prática sexual tendo em vista as restrições impostas desde março em maior ou menor escala em todo o Brasil.

O professor de psicologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e coordenador do Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT, Marco Aurélio Prado, afirma que a pesquisa tem dois objetivos principais.

“Primeiro objetivo é entender como as pessoas administram o risco de contaminação da covid-19 nas práticas sexuais, pensando que a forma de prevenção é o distanciamento físico. Como é que as pessoas fazem? Como é que elas administram isso? O segundo objetivo é entender se essas formas de administração implicam em novos arranjos e práticas sexuais. É importante conhecer essas práticas durante esse período porque a pandemia coloca o distanciamento físico como o método de prevenção mais importante. Mas as pessoas não vão parar de manter as práticas sexuais”, explica o professor. 

O coordenador do Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT exemplifica mudanças que podem surgir durante a pandemia, como aplicativos e chats de vídeo. 

“Há muitas diferenças e há uma diversidade de formas de encontros e práticas sexuais. Pessoas pessoas que moram na mesma residência, por exemplo, casais, que supostamente estariam mais seguros para ter práticas sexuais e que estão tendo menos prática sexual porque tem um cotidiano muito mais pesado, confinado 24 horas, com filhos, com aulas online, com tarefas de casa e etc”, detalha. 

A expectativa é que a pesquisa seja concluída até o mês de dezembro. 

Ouça a reportagem completa no início da matéria. 

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