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Vale é acusada de desrespeitar acordos e baixar preços de imóveis ameaçados por barragem

Liderança comunitária de Barão de Cocais afirma que mineradora vem dificultando negociações por imóveis próximos à Barragem Sul Superior da Mina Gongo Soco

Por Mônica Miranda, 22/07/2020 às 21:06
atualizado em: 22/07/2020 às 21:20

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A mineradora Vale é acusada de desrespeitar acordos e diminuir ofertas por imóveis ameaçados pelo rompimento da barragem Sul Superior da Mina Gongo Soco, em Barão de Cocais, região Central de Minas. Segundo Nicolson Pedro de Rezende, um dos líderes comunitários das quatro comunidades afetadas, além de e desrespeitar o Termo de Compromisso firmado, o que a Vale tem oferecido pelos imóveis ameaçados pela barragem não daria para recomeçar a vida em outro lugar. 

"Ano passado, vários parâmetros foram negociados entre a nossa comissão, a Vale e seus advogados. A partir de dezembro [de 2019], ela começou a diminuir as ofertas e a desrespeitar o que foi acordado. Por exemplo, desrespeitando o valor da maior proposta, valor da oferta por 12 meses, e o contrato de aluguel imediato, que ela não está entregando para as pessoas que não querem vender. As comunidades afetadas estão em uma zona rural, mas a Vale insiste em pagar para essas pessoas o valor urbano, o que diminui em 15 a 20% a proposta. Há pessoas que estão recebendo propostas que não dão pra comprar um lote em um bairro aqui em Barão de Cocais, muito menos uma casa", argumentou.

Nicolson acrescenta que a mineradora vem exigindo documentos que comprovem a posse dos terrenos mesmo para quem já mora nos locais há décadas.

"Antes, nós tínhamos a autodeclaração como validade para as negociações. Agora, a Vale está exigindo documentos de pessoas que moram na região há 30, 40, 50, 80 anos. Documentos que nem existem, porque a posse já existe. E no Termo de Compromisso de Brumadinho dá-se o direito ao usucapião a ser tratado como proprietário, e não posseiro. E todo mundo lá tem mais de cinco ou 10 anos na terra. Isso diminui a proposta em torno de 20%. A Vale desrespeita o termo de compromisso de Brumadinho, que ela insistiu em usar como referência aqui em Barão de Cocais", frisou. 

Em nota, a Vale diz que, no mês passado, 7 mil pessoas de todas as áreas impactadas foram indenizadas. A empresa não esclarece o que esse número representa. Segundo a mineradora, em julho deste ano houve uma conversa com a Comissão de Barão de Cocais para esclarecer dúvidas. Os casos, alvo de insatisfação, são tratados de forma individual. A empresa garante que se esforça para entender as queixas e resolvê-las de forma rápida. Porém, não esclareceu uma das queixas da reportagem de que vem descumprindo acordos desde dezembro do ano passado. A mineradora ainda informa informa que interessados em tratar das indenizações devem ligar para o telefone (31) 99944-6773.

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